2006 nº 02
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

  2006 nº02 - Imel Adorarte 2006

Realizada na Igreja de Diadema, a campanha contou com várias novidades e um público acima do esperado. Saiba tudo o que aconteceu nos dez dias e confira os depoimentos de quem participou

 

Igreja de Diadema
  Nada de cinema, fliperama, shopping e videogame. Cerca de 120 crianças e jovens da Igreja Metodista Livre – Concílio Nikkei disseram um sonoro não aos programas preferidos pela maioria dos adolescentes e escolheram fazer algo diferente – e muito mais gratificante – nas férias do meio do ano. Entre os dias 7 e 17 de agosto, eles literalmente montaram acampamento no novo templo da Igreja de Diadema para participar da campanha Imel Adorarte 2006 e ali descobriram que é possível usar a arte como meio de evangelização.

O evento, que até 2005 era conhecido como King’s Kids, este ano mudou de nome, mas não perdeu a proposta original.  “King's Kids, na verdade, é uma marca registrada da Jocum. A gente reconhece todo o trabalho que a Jocum tem feito, mas decidiu usar um nome nosso”, explica o pastor Rodolfo Veronese, da Igreja de Diadema e coordenador das atividades deste ano.  
“Escolhemos Imel Adorarte, que expressa a idéia principal da campanha, que é adorar a Deus e fazê-lo conhecido usando a arte”, diz ele.


As atividades artísticas, como não poderia deixar de ser, foram o grande destaque da campanha.  Aulas de teatro, coreografias, street dance, música e artes circenses marcaram a rotina da garotada durante os dez dias. Entre técnicas de interpretação, passos de dança, acordes de instrumentos e brincadeiras com malabares, crianças e adolescentes de todas as idades aprenderam que a arte não é um mero entretenimento e também pode ser usada para propagar os ensinamentos de Jesus, discutir os problemas da sociedade e ajudar a construir um mundo melhor. 

Além do nome novo, o Imel Adorarte  teve outras novidades. O acampamento ocorreu na própria Igreja de Diadema e todos se instalaram nas salas da administração. O templo novo, com capacidade para 400 pessoas, transformou-se num grande palco para ensaios, além de servir para cultos e louvores. “Achamos que seria muito bom abrigar o pessoal aqui, já que agora temos espaço para isso”, diz o pastor Rodolfo. O número de participantes também superou as expectativas e, segundo ele, foi maior que em 2005.  

No dia-a-dia, tudo seguiu como manda a tradição. Disciplina, respeito, organização e  um “xô” na preguiça eram as palavras de ordem. Dormir até tarde, nem pensar. Às 7h30, todos já estavam de pé para dar início a uma série de atividades planejadas sob medida para as mais de cem crianças e adolescentes. Havia horários definidos para refeições, banho, ensaios e  apresentações artísticas. E todos ainda participavam diariamente de debates sobre temas bíblicos e eram convidados a dedicar alguns minutos do dia para meditar sobre os ensinamentos que recebiam.

  Entre as lições aprendidas, uma delas era colaborar para a manutenção do acampamento. A cada dia, algumas famílias (grupos menores formados pelos participantes) eram destacadas para contribuir com a limpeza do espaço, seja lavando a louça, varrendo ou limpando banheiros.  O toque de recolher era dado às 22h30, quando as luzes, então, se apagavam e todos se recolhiam sem protestos.

Quem nunca tinha passado por essa experiência, se surpreendeu com a variedade das atividades e a proposta da campanha. “Você tem hora para brincar, se divertir, hora de conversar, de expressar sua opinião, de meditar. Mas, ao mesmo tempo, eles te dão uma superliberdade para escolher o que quer fazer”, diz Lucas Takeshi, 17 anos, que participou pela primeira vez. “No começo fiquei muito perdido e receoso. Agora me sinto em casa e em família”, completa ele. Novatos ou veteranos, todos aprovaram mais esta oportunidade de aprender coisas novas, fazer amizades e, principalmente, vivenciar os ensinamentos de Jesus.

Ao final, o difícil foi dar adeus aos amigos. Mas, na volta para casa, todos levaram boas lembranças na bagagem. “Cada campanha é diferente e traz experiências novas. Quando a gente retorna para a casa, se sente mais renovado, de bem com a família e consigo mesmo. Por isso, eu sempre me sinto motivada a participar”, conta Vanessa Okada Kikko, 18 anos..