2006 nº 02
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

  2006 nº02 - Imel Adorarte 2006

Uma nova família

 
  Dez dias longe de casa, da família, da escola... Para quem nunca participou do Imel Adorarte, à primeira vista, pode parecer difícil se adaptar. Mas não é bem assim. O que não falta na campanha é confraternização e união. Todos estão dispostos a se ajudar, a compartilhar experiências e a fazer amizades enquanto se dedicam a difundir e vivenciar a palavra de Deus. Para que os laços de união se fortaleçam e ninguém se sinta deslocado, os participantes são
divididos em pequenos grupos, chamados de famílias, e com direito a pai e mãe substitutos.

Este ano, foram formadas oito famílias. Cada uma era coordenada por uma jovem e um jovem, geralmente mais velhos, que exerciam o papel de pais. Além de auxiliar o pastor, eles  distribuem  tarefas e orientam os “filhos” nas atividades do dia-a-dia. “Nós transmitimos os valores cristãos para os menores. Nas reuniões de família, aproveitamos para conversar um pouco sobre o dia e compartilhar as coisas que aconteceram”, conta André Ishii, 26 anos, responsável por uma família com 14 membros.

Os pais e mães de família também contam com ajudantes, chamados de líderes de ação. Cada líder é responsável por alguns membros da família. Por exemplo, a líder de ação Pamela Nunes Lacerda, 18 anos, cuidou de  três meninas, acompanhando a rotina delas e orientando-as nas mais variadas atividades. Como algumas nunca tinham participado da campanha, coube a ela ajudá-las a se adaptar. “É uma relação bem legal. A gente compartilha o que estudou, esclarece dúvidas e conversa muito. Se elas têm alguma pergunta, tentamos responder e, se não conseguimos, daí recorremos ao pastor”, diz Pamela. Também cabe ao líder de ação dividir as tarefas entre aqueles pelos quais é responsável. “O pai passa as tarefas para os líderes de ação e eles as repassam entre os grupos”, explica André.

O próprio pastor Rodolfo Veronese, que organizou o Imel Adorarte 2006, já foi pai de família em duas campanhas. Segundo ele, dentro das famílias é comum nascerem grandes amizades e os laços que se formam ali costumam permanecer mesmo depois que todos voltam para casa. “Todos lembram muito das famílias que formam aqui. É uma experiência que marca demais”, diz ele. “Tem adolescente participando de todas as campanhas, que foi meu filho na primeira e que não me chama nem de pastor nem de Rodolfo, mas de pai.”  

pr.Rodolfo