Um grupo de jovens dá passos ritmados, arrisca movimentos ousados e mostra uma incrível destreza com o corpo. São dançarinos de todas as idades, muitos deles inexperientes, vindos de várias cidades e dispostos a aprender uma arte nova. Movimentando-se em harmonia, eles executam as mais diversas coreografias e tentam expressar, com olhares e gestos, o amor de Deus pela humanidade.
Um outro grupo recorre à música para transmitir uma mensagem semelhante. Eles tocam instrumentos musicais e cantam canções comoventes que falam de amor, fraternidade e união. Para quem ouve, é impossível não se emocionar.
E há também aqueles que se dedicam ao teatro. Em palcos improvisados, atores mirins interpretam diálogos tocantes, representam situações do cotidiano para lembrar dos ensinamentos de Jesus e do exemplo que ele deixou.
É assim – usando a dança, a música e o teatro – que os jovens e crianças que participam do Imel Adorarte descobrem um meio de falar de Deus e evangelizar as pessoas. No evento deste ano, todos participaram de alguma atividade artística – ou até de mais de uma. Nos ensaios diários e nas apresentações públicas, cada participante descobriu que dançar, cantar e interpretar podem ser formas de se comunicar com o próximo e transmitir lições de fé.
A seguir, você vai conhecer histórias de jovens que participaram do Imel Adorarte 2006 e descobrirá o que eles aprenderam e tentaram ensinar durante a campanha deste ano.
Teatro consciente
| Natália Biasetto, 19 anos, foi uma das jovens escaladas para atuar na peça Roleta Russa, apresentada durante o Imel Adorarte. O convite representou um desafio para ela, que ganhou o papel principal. Natália teve de interpretar uma personagem complexa, cheia de problemas e que não tinha nada a ver com sua personalidade. “A peça fala de uma adolescente que está em depressão, que não sabe o que quer da vida e sai em busca da felicidade”, conta. A personagem interpretada por Natália faz escolhas erradas e perigosas.Deslumbra-se como o consumo, a beleza, o dinheiro e passa a adotar uma |
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| vida desregrada e sem limites. “Ela tenta entrar para a alta sociedade, porque quer fazer parte daquele mundo, mas é expulsa porque não tem carro, dinheiro e celular. Depois, ela tenta entrar para um |
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grupo de patricinhas que só pensam em jóias, cabelo e corpo. Mas também é expulsa”, explica Natália. A trajetória da personagem de Roleta Russa é comovente e termina de maneira dramática. Na opinião da atriz, a história tem o mérito de discutir questões atuais, como o consumismo e as dificuldades que os adolescentes enfrentam. Não é à toa que Natália tirou várias lições da peça. “As pessoas hoje se sentem bem por causa de uma roupa de marca ou de um carro e colocam essas coisas em primeiro lugar. Mas isso não é uma necessidade básica, você não precisa disso para sobreviver”, afirma. |
Dançar e louvar
| Felipe Nascimento Silva, 14 anos, não pensou duas vezes quando soube que estava chegando a hora de mais uma campanha Imel Adorarte, e decidiu logo se inscrever. De férias da escola, ele não estaria totalmente desocupado, pois tinha aulas de dança no mesmo período. Mesmo assim, optou por faltar ao curso para poder participar. “Eu perdi aulas e provas de dança, mas não me arrependo, porque é sempre muito bom estar aqui”, conta ele. Para o adolescente, essa é uma oportunidade para fazer novas amizades, rever velhos amigos, aprender, meditar, desabafar sobre os problemas e, principalmente, agradecer a Deus. Na hora de escolher as atividades artísticas, Felipe optou por emprestar seu talento |
| para a street dance e outras coreografias. A exemplo de muitos colegas, ele descobriu que a dança pode ser uma forma de louvor. “Você pode adorar a Deus de qualquer forma, dançando ou cantando. A gente faz isso para agradecer a Ele por tudo o que Ele faz pela gente”, explica. Na opinião de Felipe, a arte também pode ser usada para despertar a fé em Deus entre as pessoas. É por isso que ele gosta tanto de participar da campanha. Afinal, sabe que está cumprindo uma importante missão. “Vale a pena estar aqui, porque a sociedade está muito necessitada. E a gente está querendo levar um pouco mais de Deus para as pessoas”, diz ele. |
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Coreografia inspirada
Sabrina Sabata Nakamura, 24 anos, foi a coordenadora das coreografias do Imel Adorarte 2006. Durante os dez dias de campanha, coube à dedicada professora, vinda da Igreja de São José dos Campos, ensinar a arte da dança a cerca de 60 crianças e adolescentes, que depois se apresentariam em público. Muitos participantes não tinham nenhuma experiência no assunto, mas compensaram a falta de prática mostrando esforço e dedicação. “Foi um desafio para eles ensaiarem em tão pouco tempo e depois se apresentar. Mas todos se interessaram em aprender e se esforçaram muito”, conta Sabrina. A cada dia, a professora e os alunos treinavam durante quatro horas e meia, uma parte pela manhã e outra à tarde. Nos ensaios, uma das principais lições ensinadas por Sabrina era para os alunos prestarem muita atenção ao significado de cada música.
| “Geralmente, quando começamos a ensaiar com uma música, eu peço para todos ouvirem e, depois, pergunto o que a música expressa para eles. Explico, então, que eles têm que saber o que estão cantando para poder expressar, com os gestos e o olhar, o que a música diz”, afirma. Segundo Sabrina, a maioria das coreografias fala de amor, e cada gesto tem sempre um significado. Já o resultado é impressionante. Nas apresentações, é comum ver pessoas emocionadas e comovidas com o espetáculo. “A música, assim como qualquer outra forma de arte, é uma linguagem universal e tem um grande poder. Em qualquer lugar, ela é compreendida”, comenta Sabrina. |
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Música para falar de Deus
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Este ano, pela primeira vez, o Imel Adorarte contou com uma banda de músicos encarregados de acompanhar, ao vivo, as coreografias apresentadas pelas crianças e adolescentes. O responsável por implantar essa idéia foi Fábio Toshihiro Ura, 24 anos, que é baixista e saxofonista. Para ele, a oportunidade de coordenar a banda foi um verdadeiro chamado divino. “No ano passado, eu vi a presença de Deus na minha vida e soube que ele poderia me usar de alguma forma. Mas imaginei que não seria na dança, nem no teatro. Esse ano, veio então o convite para criar a banda e eu aceitei”, |
| conta ele. O primeiro passo de Fábio foi selecionar os músicos e vocalistas. Depois, começaram os ensaios, que duravam, em média, duas horas por dia. Em pouco tempo, o grupo aprendeu várias músicas. E, junto com Fábio, os 12 integrantes puderam dar sua contribuição, cantando e tocando canções repletas de mensagens de sentimento e fé. “As letras dizem tudo. São palavras que mostram o amor de Deus por nós”, diz Fábio. Ele gostou tanto da experiência que pretende continuar com o trabalho no ano que vem. “Na próxima campanha, vou me oferecer novamente para ajudar na área musical. E, se me convidarem, não vou faltar”, anuncia. |
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