2006 nº 02
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

  2006 nº02 - Imel Adorarte 2006

Uma receita de amor

  Que tal cozinhar para mais de 120 pessoas todos os dias? E ainda planejar um cardápio variado, com receitas especiais, além de bolos e guloseimas? Muita gente ficaria assustada com esse trabalho. Mas Celina Yamamoto Nishimura não pensou duas vezes e aceitou o desafio. Movida por amor e com um talento especial para a culinária, ela foi encarregada de coordenar a cozinha do Imel Adorarte. Reuniu, então, um grupo de talentosas voluntárias. Foram elas que prepararam
diariamente as refeições para o batalhão de crianças e adolescentes que participaram da campanha.

Claro que não foi fácil cozinhar para tanta gente. Afinal, esse é um trabalho que exige não só talento, mas também fôlego e dedicação. Para se ter uma idéia, o grupo de voluntárias começou a se reunir um mês antes da campanha já para discutir o cardápio de cada dia. Do dia 7 ao 17, quando tudo começou, elas trabalharam sem parar. “Nós começamos a trabalhar às 8h30 da manhã e vamos até as 8h30 da manhã. São doze horas por dia”, calcula Celina.

No início do dia, uma das voluntárias saía para comprar carne, legumes e frutas. Em seguida, todas se reuniam na cozinha da Igreja de Diadema. Entre temperos, panelas e livros de receitas, elas preparavam o almoço, o lanche da tarde, o jantar e ainda o chazinho da noite. “A única hora em que paramos um pouco é após o almoço, quando uma das famílias fica responsável por lavar a louça”, conta Helena Watanabe. Mas nem pense que elas usavam essa pausa para descansar. Enquanto os jovens lavavam a louça, as voluntárias da cozinha cuidavam de outra missão. “Nós aproveitamos esse momento para fazer uma reunião e discutir o cardápio do jantar e do dia a seguinte”, explica Helena


Para dar conta de tantas refeições e pratos, algumas voluntárias se dedicaram exclusivamente à campanha. Muitas, inclusive, abriram mão de lazer, descanso e de obrigações familiares para estar presente no local. “Eu estou de férias da escola onde trabalho. Em vez de viajar
 
para o interior, preferi ficar aqui para ajudar na Igreja”, conta Lúcia de Fátima Nascimento.  “Tirei dez dias de férias do meu trabalho para poder ajudar no acampamento, porque gosto muito desse tipo de evento”, afirma Nair Koshiama.
  Como verdadeiras mães, essas mulheres dedicaram seu tempo e talento para cuidar da alimentação de dezenas das crianças e adolescentes. E o melhor, fizeram tudo isso de coração. “É um trabalho de Deus, que a gente faz com muito amor. Além disso, é muito gratificante”, diz Celina.