Pirapó e Yguazú

Duas Colônias Agrícolas Japonesas no Paraguai

Entrevista com o Bispo Daniel Abe

31 de Agosto de 2020

O início da imigração japonesa no Paraguai remonta a 1936, quando o primeiro grupo de imigrantes chegaram como colonos. A primeira colônia agrícola de japoneses com 134 famílias se instalou em La Colmena. A próxima leva de imigrantes japoneses ocorreu nos primeiros anos da década de 1950, quando Paraguai abriu as suas portas para receber os imigrantes provenientes de países devastados pela guerra. O terceiro grupo de imigrantes se instalou nas Colônias de Pirapó e Yguazú, na parte sudeste do país (cerca de 400 km da capital), onde se dedicaram à produção de soja, trigo, fruticultura e criação de gado.

Fachada da igreja

As colônias receberam assistência financeira do governo japonês que criou um vínculo duradouro com esses isseis e também com muitos nisseis, criando uma identidade com Japão e mantiveram os valores, práticas culturais e o uso de língua japonesa. No Paraguai, vivem cerca de 10.000 nikkeis (0,15% da população total) dentre imigrantes japoneses e seus descendentes. 

 

A origem dos trabalhos da Igreja Metodista Livre na comunidade Nikkei do Paraguai se assemelha ao que também ocorreu no Brasil. Deus levantou homens e mulheres, que vieram do Japão para pregar o evangelho nas comunidades agrícolas japonesas.

 

As histórias de Pirapó e Yguazú começam na década de 50 e tiveram início quando a Igreja Metodista Livre recebeu missionários japoneses que se dirigiram para essa região do Paraguai. Nessa época abriu-se a igreja em Encarnación e os trabalhos em Pirapó (3 horas de Foz do Iguaçu), Yguazú (50 minutos de Foz de Iguaçu) e Amambay. Um dos pastores tinha Encarnación como base de onde partia para evangelizar todas as colônias agrícolas japonesas da região, o pastor Tsukamoto que era evangelista e percorria os sítios e casas dos japoneses pregando a Cristo. Mais tarde, recebeu apoio do pastor Arihara por muitos anos.

 

Durante 10 anos tivemos a ajuda do Pastor Koki e Mari, vindos do Japão, que se deslocavam da capital Assunção para Pirapó uma vez por mês, cerca de cinco ou seis horas de distância, dando assistência ao grupo de cristãos nikkeis que ali residia.

 

Com o retorno do pastor Koki e Mari ao Japão não sabíamos o que iria acontecer ao grupo de Pirapó, mas Deus que sabe de todas as coisas supriu essa necessidade através da pastora missionária japonesa Sugako Chibana, da denominação Jesus Cristo Kyodan, que passou de 2014 a 2018 dando suporte à igreja de Pirapó, e foi nesse período que ergueram o templo, junto com a comunidade de Pirapó. Essa missionária voltou para o Japão e em seu lugar foi enviada a pastora Yukiko Ehara, em 2019. Nos últimos 7 anos é esta a denominação japonesa que tem cuidado da igreja de Pirapó, que conta com uma frequência de cerca de 10 membros. Nós continuamos a abençoar e orar por este trabalho. Os membros mais antigos desta igreja foram batizados na Igreja Metodista Livre e se identificam como metodistas livre, e é por isso que se mantém essa ligação de amor entre as duas igrejas.

Pirapó

Membros de Pirapó e Pra. Ehara (sentada de preto)

 

Em Assunção, os jovens e adolescentes preferem falar o espanhol ao japonês, embora todos entendam o japonês. As crianças até seus 7 anos só falam japonês, somente quando entram nas escolas paraguaias e que começam a ter mais contato com o espanhol. Nas colônias agrícolas o processo domínio da língua espanhola demora um pouco mais. Em Pirapó e Yguazú os valores, costumes e a língua japonesa ainda prevalecem neste grupo. Em Pirapó os cartazes do comércio local da comunidade agrícola ainda são escritos em japonês. Logo, todo o trabalho evangelístico é em japonês.

Japonês ou Espanhol?

Campos de girassóis

 

Em Yguazú havia uma fazenda onde a família do senhor Nogiri abria a igreja para receber pastores quando eles vinham visitar a região, normalmente uma a duas vezes por ano, e chamavam todos os crentes da colônia agrícola para estes cultos. Mas este senhor Nogiri voltou para o Japão há dois anos (2017) e desde então não havia mais um lugar para reunir. Ao mesmo tempo, nossos pastores que falam japonês estão ficando idosos, o que torna cada vez mais difícil para eles empreender estas viagens. Com isso, quem tem cuidado deste campo missionário é a Pastora Ehara, de Pirapó, que uma vez ao mês tem ido de ônibus para Yguazú e celebrado um culto em um restaurante.

Yguazú

Pastora Ehara

 

Foi diretora de escola internacional na Alemanha. Fluente em Alemão, Inglês, Espanhol e Japonês. Já trabalhou na Austrália, EUA e no México. E foi na Alemanha que ela se converteu ao evangelho, ao ouvir a pregação em sua língua materna. Sentiu a importância de pregar o evangelho aos japoneses que estão fora de seu país. Voltou para o Japão, se tornou pastora e agora está lá no Paraguai, em meio das colônias agrícolas japonesas. E de tudo que ela poderia sentir falta, após viver tanto tempo em grandes centros urbanos, uma das coisas que sente saudades é de se sentar numa cafeteria, beber um bom café e ler um livro.

Membros de Pirapó e Pra. Ehara (sentada de preto)

 

A comunidade japonesa no Paraguai vive ainda hoje um contexto muito semelhante do que a comunidade japonesa viveu no Brasil. Centrados na agricultura, organizados em cooperativas, e tentando preservar a cultura e os valores japoneses com a ajuda de professoras que são enviadas do Japão com o apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). Porém, muitos dos filhos, quando crescem, vão para a capital estudar e tentar a vida em outras profissões.

Um paralelo com o Brasil

 

Devemos orar e cooperar para que o Evangelho seja apresentado para todos eles.

A Igreja Evangélica Nikkei no Paraguai

 

  • Por pastores que ministram em língua japonesa.

  • Pelo evangelismo dos descendentes de japoneses no Paraguai.

Pedidos de oração:

 

  • Gratidão a Deus por enviar as pastoras Chibana e Ehara.

  • Pela construção do templo.

Agradecimentos:

Texto da Revista de Oração de 2017

Yguazú - Paraguay (Campo Missionário)

 

Distrito Iguazu Kl.14

Alto Paraná - Paraguay

 

00xx81 -90 6951 7574

00xx81-90-6477-5315

 

É uma cidade agrícola, colônia japonesa.

Enquanto esteve aqui (Paraguai), Koki Nowada visitou mensalmente, levando estudo bíblico e orações. Atualmente o

 

Concílio envia pastores ou pregadores em japonês apenas uma ou duas vezes ao ano, para ministrar Santa Ceia e realizar cultos, sempre apoiados pelo fiel Sr. Nogiri.

 

Oramos ao Senhor da seara para que envie trabalhadores (bilíngues) para o seu campo.

Igreja Metodista Livre - Concílio Nikkei

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Expediente Secretaria: segunda a sexta das 9h00 às 12h30 e 13h30 às 18h00

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